Desmistificando a lenda de uma alma imortal

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9 de setembro de 2013

Biblicamente, o que é o "espírito"?


Espírito, no original hebraico “ruach”, significa literalmente: “sopro, vento”. É o fôlego de vida que Deus soprou em nossas narinas tornando-nos almas viventes. Para os imortalistas, significa nada a mais e nada a menos do que a própria alma imortal implantada no homem, um segmento com consciência e personalidade. Mas isso não é verdade. Uma grande prova de que o fôlego de vida (espírito) que Deus soprou em nós não é uma alma imortal, é que a Bíblia afirma categoricamente que nós o perdemos por ocasião da morte (cf. Jó 27:3; Jó 34:14-15).

Ora, se fosse uma entidade consciente presa dentro de nós, então continuaria conosco após a nossa morte, mas isso não é verdade: a Bíblia caracteriza a morte como a retirada do fôlego de vida (sopro). Isso prova que o “espírito” que possuímos nada mais é do que o sopro da parte de Deus que concede animação ao corpo, sendo freqüentemente caracterizado como sendo o “sopro de Deus” (cf. Jó 33:4).

Quando é retirado por Deus (expirando), o fôlego é reintegrado no ar, por Deus. O próprio fato de nós possuirmos o “fôlego de vida” não significa possuir em si mesmo a imortalidade, porque na morte este princípio volta para Deus. Isso nos mostra que a vida deriva de Deus, é sustida por Deus e retorna para Deus por ocasião da morte. “Espírito”, no conceito bíblico, em nada tem a ver com uma entidade viva e consciente tal como no estilo kardecista ou platônico.

Tal fato é acentuado por Jó ao declarar: Enquanto em mim houver alento, e o sopro de Deusno meu nariz, nunca os meus lábios falarão injustiça, nem a minha língua pronunciará engano”(cf. Jó 27:3,4). Enquanto o sopro de Deus está nas nossas narinas, nunca Jó pronunciaria qualquer palavra de engano. Quando, porém, o sopro se vai, o que é dele? Nada, não mais existe (cf. Jó 7:21; Jó 14:10-12).

Por isso ele acentua que enquanto estiver com ele o sopro de Deus nas suas narinas, os seus lábios não pronunciariam engano. O sopro (fôlego de vida) é inteiramente dependente de estar nas nossas narinas (corpo físico) para continuar ativo, dando continuidade a vida. Sem o corpo físico, este princípio deixa de conceder vida em si mesmo. Ademais, se o espírito [ruach– sopro] fosse a própria alma imortal implantada em nós, então a declaração de Jó nos levaria a crer que a “alma imortal” está situada no nariz de cada indivíduo: “Enquanto em mim houver alento, e o sopro de Deus no meu nariz” (cf. Jó 27:3).

Também lemos na passagem anteriormente citada: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem tornou-se uma alma vivente” (cf. Gn.2:7). Ora, é aí que se situa essa “alma imortal”, no nariz de cada indivíduo? É mais do que evidente que o espírito (fôlego de vida) não é a alma implantada no ser humano nas suas narinas, mas simplesmente o princípio que anima o corpo, concedendo-lhe respiração a fim de se tornar um ser ativo.

Isso explica o fato bíblico deste princípio encontrar-se nas nossas narinas, e não na “alma” ou em alguma outra parte do corpo. Evidentemente, o fôlego de vida (espírito) que possuímos não tem parte nenhuma com uma noção dualista de corpo e alma; antes, é o princípio animador do corpo, que garante a existência da vida terrestre de toda a carne, e que volta para Deus quando expiramos na morte. Dizer que o fôlego de vida (espírito) que foi soprado no homem em Gênesis 2:7 é uma “alma imortal” é o mesmo que dizer que possuímos a alma em nosso nariz, o que creio não ser nem um pouco razoável.

O corpo é formado de matéria, de pó. O espírito é o que dá animação ao corpo, e assim tornamo-nos almas viventes. Sem o espírito em nós, o nosso corpo morto não passa de matéria (pó) inanimado, sem vida. O que é o “espírito”, então? É exatamente aquilo que dá animação ao corpo, é a “vida” por assim dizer. Obviamente não tem parte nenhuma com algum outro “você” que volta para Deus, mas representa tão somente a vida deixada nas mãos do Criador; é por isso que a Bíblia apresenta os animais com o mesmo espírito-ruach possuído pelos humanos (cf. Gn.6:17; Gn.7:21,22; Ec.3:19,20; Gn.7:15; Sl.104:29). No livro de Apocalipse é lido que até uma imagem de escultura é dotada de espírito [pneuma, no grego] para tornar-se um ser animado:

“E foi-lhe concedido que desse espírito [pneuma] à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta” (cf. Apocalipse 13:15)

Aqui vemos que a imagem de escultura (um ser inanimado) foi dotada de espírito [pneuma] e assim foi dada animação [vida] à imagem. É mais do que óbvio que Deus não colocou uma “alma imortal” dentro da imagem e muito menos alguma entidade consciente que volta com personalidade e inteligência para Deus, mas simplesmente concedeu-lhe o fôlego da vida para dar animação à imagem de pedra. É exatamente a mesma coisa que sucedeu aos seres humanos.

A mesma coisa sucedeu a nós: fomos formados do pó da terra, de matéria inanimada; até que Deus soprou em nós o espírito [vida] dando animação à matéria formada do pó – e assim o homem tornou-se uma alma [ser] vivente. O espírito é o que vem da parte de Deus e que dá animação a um elemento inanimado, tornando tal elemento em animado, concedendo-lhe vida. Quando as pessoas morrem, elas perdem a vida [espírito], tornam-se novamente em matéria inanimada (pó), é por isso que a Bíblia afirma que o espírito de todos retorna a Deus (cf. Ec.12:7), pois as pessoas perdem a vida, voltam a ser pó.

Deus, contudo, ressuscitará os nossos corpos mortais, soprando novamente em nós o espírito [vida] na ressurreição (para sermos novamente um ser animado, vivente) tornando-nos novamente em “almas viventes”. Tal fato é relatado com clareza em Apocalipse:

“Então vi uns tronos; e aos que se assentaram sobre eles foi dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na fronte nem nas mãos; e reviveram, e reinaram com Cristo durante mil anos” (cf. Apocalipse 20:4)

Aqui é nos dito que as almas dos que foram degolados por causa do testemunho de Jesus reviveram. Se elas “reviveram”, é porque estavam mortas. O que aconteceu, então, nessa ressurreição? Aconteceu que Deus soprou em nós novamente o espírito que vem da parte dEle, para que saíssemos do estado inanimado (i.e, sem vida), tornando-nos novamente em almas viventes:

“Assim diz o Soberano, o Senhor, a estes ossos: Farei um espírito entrar em vocês, e vocês terão vida. Porei tendões em vocês e farei aparecer carne sobre vocês e os cobrirei com pele;porei um espírito em vocês, e vocês terão vida. Então vocês saberão que eu sou o Senhor” (cf. Ezequiel 37:5,6)

“Por isso profetize e diga-lhes: Assim diz o Soberano, o Senhor: Ó meu povo, vou abrir os seus túmulos e fazê-los sair; trarei vocês de volta à terra de Israel. E quando eu abrir os seus túmulos e os fizer sair, vocês, meu povo, saberão que eu sou o Senhor. Porei o meu espírito em vocês e vocês viverão, e eu os estabelecerei em sua própria terra. Então vocês saberão que eu, o Senhor, falei, e fiz. Palavra do Senhor” (cf. Ezequiel 37:12-14)

Notem que não é o nosso espírito que deixa o Céu para se religar ao corpo por ocasião da ressurreição, mas sim o espírito de Deus que concede vida que nos é soprado novamente; fazendo-nos sair dos túmulos, o local onde o povo que já morreu se encontraria. Nós estaríamos sem vida na morte, mas Deus nos concederia novamente o espírito que parte dEle a fim de nos conceder novamente vida por ocasião da ressurreição.

Não existe nenhuma religação entre corpo e alma, mas tão somente o princípio animador da vida sendo novamente concedido a nós por ocasião da ressurreição dos mortos. Podemos assim traçar uma correta analogia com a imagem inanimada de Apocalipse que recebeu o espírito para tornar-se animada:

A NATUREZA HUMANA SEGUNDO GÊNESIS 2:7
A IMAGEM DE APOCALIPSE 13:15
Feito do pó da terra
Feita de pedra
Material inanimado
Material inanimado
Foi-lhe dado o espírito
Foi-lhe dada o espírito
Passou a ter vida (tornou-se um ser vivente)
Passou a ter vida
Tornou-se um ser animado
Tornou-se um ser animado

Como vemos, o “espírito” que possuímos é nada a mais do que aquilo que dá animação ao corpo (matéria), concedendo-lhe vida. A analogia com a imagem de pedra relatada no Apocalipse é válida porque o mesmo que sucedeu aos seres humanos sucedeu também à imagem, ambos tornaram-se um ser animado após ser lhes soprado o espírito. É evidente que o “espírito” soprado não é uma “alma imortal” (pois se assim o fosse então por lógica a imagem de pedra também a deveria possuir, pois também foi dotada de espírito-pneuma), mas é tão somente o princípio de vida concedido às criaturas viventes durante a permanência de sua existência terrestre.

É claramente nos referido que o motivo dos ídolos mudos não serem vivos é decorrente do fato de não possuírem “espírito-ruach”: “Eis que está coberto de ouro e de prata, mas no seu interior não há fôlego [ruach] nenhum” (cf. Hc.2:9). E também em Jeremias: “Todo ourives é envergonhado pela imagem que ele esculpiu; pois as suas imagens são mentira, e nelas não há fôlego [ruach] (cf. Jr.10:4).

Aqui vemos que os que não têm vida são descritos como sem “espírito-ruach”. Os ídolos são considerados como “sem vida” pelo fato de serem destituídos de espírito-ruach, que é o princípio animador de toda a vida. Quando um ídolo ou uma imagem ganha animação, é descrito como constituído de “espírito-pneuma” (cf. Ap.13:15), porque passou a ter vida. Em outras palavras, o espírito é nada a mais do que o poder capacitador de vida a qualquer ser vivente, mesmo quando se trata de imagens de pedra ou de animais, como veremos mais adiante.

Ele não é uma alma imortal, e nem algo que traz consigo imortalidade, consciência e personalidade após a morte, mas apenas a vida que possuímos em nossa jornada em nossa terrestre. Se o espírito fosse uma alma imortal, então a imagem de pedra de Ap.13:15 e os animais também teriam “almas imortais”, pois são descritos possuindo “espírito-pneuma. Quando o espírito é retirado do ser humano, este volta para o pó da terra (cf. Sl.104:29; Sl.146:4; Gn.3:19). Da mesma forma, quando o espírito concedido temporariamente àquela imagem lhe é retirado, esta volta a ser uma pedra inanimada. O processo é o mesmo: seres ou objetos inanimados que temporariamente ganham vida pelo sopro do espírito-ruach em seu interior e que tornam-se novamente inanimados (sem vida) após este sopro retornar ao Criador.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)

Extraído de meu livro: "A Lenda da Imortalidade da Alma"


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14 de dezembro de 2012

A "imortalidade" da alma


DEFINIÇÕES BÍBLICAS DE CORPO, ALMA E ESPÍRITO

Uma das doutrinas mais errôneas difundida no meio cristão é a da “imortalidade da alma”. Essa é uma doutrina bastante defendida no meio espírita, nascida nos padrões gregos, mas que em nada tem a ver com a Palavra de Deus. No modelo espírita, a alma é uma entidade em separado do corpo, que Deus colocou no homem, e que é capaz de sobreviver após a morte. Nos padrões bíblicos, contudo, a alma em nada tem a ver com isso. Para começar, Deus NÃO colocou uma alma no homem:

“Então formou Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego de vida; e o homem tornou-se uma alma vivente” (Gn.2:7)

Como vemos, Deus não colocou uma alma imortal no homem como um segmento em separado do corpo, mas o homem TORNA-SE uma alma vivente, a partir de duas substâncias: o pó da terra e o fôlego de vida, que ativam a terceira: a alma. O homem não TEM uma alma, o homem É uma alma!

Em outras palavras, no sentido BÍBLICO, os conceitos de corpo, alma e espírito são esses:

Corpo = matéria = pó.
Espírito = é sopro de Deus que ele soprou em nós que nos garante a vida, que volta para Ele após a morte.
Alma = A pessoa integral (o corpo é a alma visível).

Como a alma (i.e, a nossa personalidade) não é um segmento em separado do corpo, então quando este volta ao pó ela volta também. Esperamos apenas pela RESSURREIÇÃO dente os MORTOS, que acontecerá somente na volta de Cristo (1Co.15:22,23). Uma prova muito patente de que a expressão “alma vivente” não significa “alma imortal” é o repetido emprego da mesma frase “alma vivente-nephesh hayyah” para descrever a criação dos animais (Gên. 1:20, 21, 24, 30; 2:19; 9:10, 12, 15, 16; Lev. 11:46). Este importante fato é desconhecido da maioria das pessoas porque os tradutores da maioria das versões decidiu traduzir a frase hebraica “nephesh hayyah” como “criaturas viventes” em referência aos animais, e como “alma vivente” nas referências a seres humanos.

Por quê? Simplesmente porque os tradutores estavam tão condicionados por suas crenças de que tão-só os seres humanos contam com uma alma imortal não possuída pelos animais, que tomaram a liberdade de traduzir o nephesh do hebraico como “criatura”, antes que “alma”, quando empregada para animais. Essa interpretação arbitrária é “bastante repreensível” porque a frase hebraica devia ser traduzida exatamente do mesmo modo em ambos os casos. Fazê-lo doutro modo é enganar todos quantos não lêem o hebraico. Não há desculpas nem defesa apropriada:

“E disse Deus: Produzam as águas cardumes de almas viventes; e voem as aves acima da terra no firmamento do céu” (Gn.1:20)

“Esta é a lei sobre os animais e as aves, e sobre toda alma vivente que se move nas águas e toda criatura que se arrasta sobre a terra” (Lv.11:46)

E quanto ao “ESPÍRITO”? Este seria uma entidade viva e consciente fora do corpo, como no modelo espírita kardecista? Absolutamente que NÃO! Biblicamente, o nosso “espírito” nada mais é do que o sopro de vida que Deus soprou originalmente nas nossas narinas para tornar-nos almas viventes. E esse sopro [espírito] volta para Deus na ocasião da morte. Em nada tem a ver com uma entidade consciente e viva fora do corpo! Espírito vem da palavra hebraica “ruach”, que significa literalmente “sopro”, “vento”.

O fato de que a morte é caracterizada como a retirada do fôlego de vida (o Espírito divino que concede vida), demonstra que o “fôlego de vida” não é um espírito ou alma imortal que Deus confere a Suas criaturas, mas o dom da vida que os seres humanos possuem pela duração de sua existência terrena. Enquanto permanecer o “sopro de vida”, os seres humanos são “almas viventes”. Quando, porém, o sopro se vai, tornam-se almas mortas. Isso explica porque a Bíblia freqüentemente se refere à morte humana como a morte da alma (Lev. 19:28; 21:1, 11; 22:4; Núm. 5:2; 6:6,11; 9:6, 7, 10; 19:11, 13; Ageu 2:13).

A lâmpada é como o corpo e a eletricidade é como o fôlego da vida. Quando a eletricidade circula na lâmpada, o que é que acontece? Há luz. A luz é como a alma vivente. É a pessoa ativa, que pensa. Mas quando desliga o interruptor da luz e a eletricidade pára de circular na lâmpada, para onde é que a luz vai? (Resposta: para fora.) Não vai para uma terceira dimensão. Sai da lâmpada – acaba. Quando Deus desliga a eletricidade da nossa vida, o fôlego deixa de entrar no nosso corpo. Para onde vai a alma vivente? Para onde vai a pessoa? Vai imediatamente para o Céu, para o inferno ou para o purgatório? Não, deixa de existir. Exatamente como a luz. A Bíblia descreve este estado como um sono pacífico.

Além disso tudo, outro fato que deixa claro que o “espírito” não é uma entidade consciente capaz de sobreviver fora do corpo é o fato de que o espírito de TODOS sobem para Deus. A Bíblia em momento algum faz distinção entre justos e ímpios e não diz que “o espírito dos ímpios desce para o capeta lá embaixo!”. Se a interpretação dos imortalistas é no sentido de que “o espírito” que volta vai para junto de Deus como entidade consciente, então temos a pregação da salvação universal! TODOS os espíritos de TODOS os que são pó (a raça humana inteira) retornaria para Deus!

Entender os termos BÍBLICOS para CORPO, ALMA e ESPÍRITO, é de fundamental importância para negarmos de vez a doutrina da “imortalidade da alma”. A Bíblia nos dá sentidos simples para corpo, alma e espírito. Contudo, os conceitos espíritas de alma e espírito acabaram infelizmente se infiltrando na Igreja, deturpando totalmente a Palavra de Deus e passando a idéia de uma “alma ou espírito imortal”, o que simplesmente não existe nas Escrituras. O relato bíblico da criação do homem indica que a natureza humana consiste de um todo indivisível onde o corpo, o fôlego de vida, e a alma funcionam, não como entidades separadas, mas como características da mesma pessoa.  Quem entende os conceitos BÍBLICOS de corpo, alma e espírito já nega de uma vez a imortalidade da alma.


“BUSCANDO” AQUILO QUE NÓS JÁ POSSUÍMOS?

“A vida eterna aos que, perseverando em fazer o bembuscam glória, honra e imortalidade” (Rm.2:7)

A Vida Eterna e a Imortalidade – Ter uma vida eterna é exclusividade apenas daqueles que “perseveram em fazer o bem”, e a “imortalidade” não é algo que todos possuam dentro de si, visto que tem que ser buscada.Ora, quem já viu alguém BUSCAR uma coisa que todo mundo já tem independente de ser bom ou mal, justo ou ímpio? Eu não vi! Ninguém busca aquilo que já se possui. Buscamos aquilo que não temos, mas almejamos ter. Também não é todos os que conseguem alcançar, visto que se fosse assim não seria necessário “perseverar em fazer o bem”. De acordo com o apóstolo Paulo, então, podemos assegurar que:

1. A imortalidade não é uma possessão natural, visto que tem que ser buscada.

2. Nem todas as pessoas a alcançam, mas apenas aqueles que “perseveram em fazer o bem”.

Essas duas conclusões concordam afirmativamente com tudo aquilo que já vimos até aqui. Se existisse uma ama imortal presa dentro do nosso corpo, mas liberta por ocasião da morte, então a imortalidade não teria que ser buscada. Visto que deve ser buscada, então nós não a temos. Ninguém diz: “vamos buscar a imortalidade” se todo mundo já tem uma alma que garante imortalidade a todos. Se temos que buscar é porque não a temos agora, e não é para todos. Outra passagem em que Paulo reafirma a sua crença de que a imortalidade não é uma possessão natural do ser humano e é apenas para os justos, aqueles mesmos que “perseveram em fazer o bem”, se encontra em sua segunda epístola a Timóteo:

“E que agora se manifestou pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual destruiu a morte, e trouxe à luz a vida e a imortalidade pelo evangelho (2Tm.1:10).

A Nova Versão Internacional traz “imortalidade por meio do evangelho”. A ARA traz “imortalidade mediante o evangelho”. Em todas as ocasiões, fica claro que a imortalidade não é algo que todas as pessoas tem ou possuam, mas algo que ´pe alcançado mediante o evangelho. Isso explica porque Paulo afirma categoricamente que só a obtêm aqueles que a “buscam”, e “perseveram em fazer o bem”! Ora, se a imortalidade é por meio do evangelho então aqueles que desprezam o evangelho não possuem a imortalidade. Se Paulo cresse que a imortalidade é para todos, então não diria que ela é mediante o evangelho. Seria por meio de uma alma imortal que qualquer ímpio possui. Por que razão Paulo faz questão de acentuar que a imortalidade é por meio do evangelho? Porque aqueles que não seguem o evangelho não te a imortalidade, que é um dom concedido por Deus (Rm.6:23).

Mais algumas considerações importantes nos escritos de Paulo nos revela que a imortalidade (ter uma vida eterna) é um dom concedido por Deus:

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.6:23)

O salário (i.e, o fim) do pecado não é uma existência eterna, mas a morte. O pecado tem por finalidade a morte (eterna), mas o DOM gratuito de Deus é a vida eterna, destinada apenas aqueles que crêem. Definir “morte” com outro significado além de “cessação de vida” é ultrajar o texto bíblico, ainda mais quando está sendo usado em contraste com “vida”, e Paulo apresenta a nós os dois caminhos finais: a morte e a vida. O texto não diz que o pecador vivera para sempre em tormento. Aqui se contrastam a vida e a morte. Quanto ao destino final dos ímpios, este tema será mais abordado nos temas seguintes.

Por enquanto, o que eu quero colocar em evidência é o fato de que ter uma vida eterna é um DOM, dom este concedido por Deus. Não é qualquer um que tem o dom de possuir uma imortalidade. A imortalidade não é uma possessão natural do ser humano decaído, mas os justos que são lavados e purificados no sangue do Cordeiro tem o dom de herdarem, por meio do evangelho, a imortalidade. Atualmente falar em “imortalidade” já transformou-se em algo tão comum, que poucas pessoas sabem realmente que a natureza humana, como um todo, é mortal, mas Deus em Sua infinita misericórdia, concede uma vida eterna àqueles que lhes buscam. Essa é a verdade do evangelho puro e sincero. É por isso que um homem perguntou ao Filho do Homem: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?” (Lc.18:18).

A vida eterna é um dom. Alguém já viu tudo o que é ímpio ter um “dom”?


DEUS, O ÚNICO QUE POSSUI A IMORTALIDADE

Deus, o único que possui imortalidade – “Aquele que possui, ele só, a imortalidade, e habita em luz inacessível; a quem nenhum dos homens tem visto nem pode ver; ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém” (1Tm.6:16)

A declaração conclusiva que faz o apóstolo Paulo confirma com tudo aquilo que já vimos até aqui: Deus é o único Ser Imortal. Ponderamos: Se todos nós tivéssemos presos dentro de si uma “alma imortal”, herdando imortalidade, tanto a justos quanto a ímpios, Paulo iria dizer que apenas Deus que é imortal? Absolutamente que não. Nisso fica claro que nós, seres humanos, não somos imortais. Deus é o único. Ele só possui a imortalidade.

Imortalidade é exatamente aquilo que “não tem fim”. Perguntaríamos agora: Por que Paulo afirma que Deus é o único que não tem fim? A Bíblia não diz claramente que aos justos será lhes dado a vida eterna, como objetam os dualistas? Com certeza, mas Deus é o único que possui imortalidade incondicional. Os seres humanos, por não terem em si mesmos nada que garanta a imortalidade, são meros seres mortais, com apossibilidade de tornarem-se imortais “por meio do evangelho” (2Tm.1:10).

Em outras palavras, por não termos dentro de nós algo imortal, temos uma imortalidade condicional. Se“perseverarmos em fazer o bem”, teremos uma vida eterna (Rm.2:7). Deus é o único Ser do Universo que possui imortalidade incondicional. Nós possuímos imortalidade condicional, condicional a crer em Jesus Cristo e a perseverar em seus mandamentos (cf. Rm.2:7; 1Tm.1:10; Jo.6:40; Jo.15:24; Jo.3:36).

É por isso que Paulo afirma claramente e categoricamente que Deus é o ÚNICO que possui a imortalidade (incondicional). Isso prova novamente que nós não temos preso dentro de nós uma alma imortal. Pelo o contrário, obteremos a vida eterna (imortalidade) por ocasião da ressurreição, e não por uma alma imortal (Rm.2:7; Jo.5:28:29). E a Bíblia diz claramente quem são aqueles que irão herdar uma vida eterna:

“E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe [ou mulher], ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna” (Mateus 19:29)

Definitivamente isso não bate com uma pessoa ímpia...

A doutrina da imortalidade é condicional já que a alma humana é considerada naturalmente mortal  (Nm.31:19; 35:15,30; Js.20:3, 9; Ez.18:4), e que a imortalidade é concedida por Deus como um dom. A imortalidade (no original grego, athanasia), quando é mencionada na Bíblia, ou é com relação a Deus, que é “o único que possui imortalidade” (1 Tim. 6:16), ou é com relação à mortalidade humana que deve revestir-se da imortalidade (1 Cor. 15:53) por ocasião de sua ressurreição. A última referência nega a noção de uma imortalidade natural da alma, porque declara que a imortalidade é algo de que os santos ressuscitados se “revestirão”. Não é algo de que já sejam possuidores.

Sim, Paulo estava certo: Deus é o único que possui incondicional imortalidade!


VIDA ETERNA SOMENTE PARA AQUELES QUE CREEM

Outro fator culminante da doutrina da “imortalidade da alma” é que a alma, sendo imortal, não morre nunca. O indivíduo tem uma vida eterna em algum lugar independente de ser justo ou ímpio. A Bíblia, contudo, JAMAIS faz tal afirmação, e nos dá conteúdo mais do que suficiente para negarmos enfaticamente mais essa heresia decorrente da imortalidade da alma. Apenas os JUSTOS tem uma vida ETERNA:

Primeiramente, a vida eterna é uma herança:

“Certo homem de posição perguntou-lhe: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?” (Lc.18:18)

Se a vida eterna já fosse garantia de todos por terem uma “alma imortal”, então este homem não teria que perguntar para Cristo O QUE ELE DEVIA FAZER PARA HERDÁ-LA! Ele já a teria de qualquer jeito! Mas apenas os justos herdam a vida eterna.

Em segundo lugar, ter uma vida eterna é apenas para aqueles que crêem:

“Para que todo o que nele crê tenha a vida eterna.” (Jo.3:15)

Para os imortalistas, você pode crer ou não crer que dá no mesmo: Você tem uma vida eterna de qualquer jeito, seja no Céu ou no inferno! Mais passagens que desmontam a heresia da imortalidade para todos:

“De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.” (Jo.6:40)

“Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna” (Jo.15:24)

“Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna (...)” (Jo.3:36)

E o assassino, por exemplo, tem uma vida eterna? Absolutamente que NÃO! É por isso que João diz:

“Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino NÃO tem a vida eterna permanente em si (1Jo.3:15)

Se existisse a “imortalidade da alma”, então Jesus não precisaria lhe prometer vida eterna. Para que dar vida eterna a alguém que já é imortal? Não seria algo como “chover no molhado”?

“E esta é a promessa que ele mesmo nos fez, a vida eterna” (1Jo.2:25)

“Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna” (Jo.12:25)

“Assim como lhe conferiste autoridade sobre toda a carne, a fim de que ele conceda a vida eterna a todos os que Lhe deste” (Jo.17:2)

“E a vida eterna é esta: que Te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo.17:3)


VIDA ETERNA E IMORTALIDADE APENAS PARA AQUELES QUE PERSEVERAM

Outra prova clara de que a imortalidade é apenas para aqueles que crêem, é o fato de que as pessoas devem BUSCAR a vida eterna e a imortalidade, e PERSEVERAR para conseguí-la:

“A vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, buscam glória, honra e imortalidade (Rm.2:7)

Ora, quem já viu alguém BUSCAR uma coisa que todo mundo já tem independente de ser bom ou mal, justo ou ímpio? Eu não vi!

“Combate o bom combate da fé. Toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado e de que fizeste a boa confissão perante muitas testemunhas” (1Tm.6:12)

Onde já se viu ter de “TOMAR POSSE” de algo que todo mundo já tem? Se a imortalidade da alma fosse um fato, então Paulo não teria que ter a “ESPERANÇA” da vida eterna:

“Na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos” (Tito 1:2)


DUAS OPÇÕES: A MORTE OU A VIDA

Já vimos que apenas os que crêem tem uma vida eterna e a imortalidade, que tem que ser buscada, tendo em vista que não a temos agora, e apenas aqueles que crêem a tem. Mas qual é então o “outro caminho”? Qual é o caminho dos ímpios? Se não é a vida, o que é, então? A MORTE:

“Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (Jo.5:24)

Aquele que crê em Jesus passou da MORTE, para a VIDA. Ele ia morrer, mas agora que crê tem vida. Passou da MORTE para a VIDA! Por conseguinte, aquele que NÃO crê permanece na morte, NÃO TEM VIDA!!! É sobre isso que o apóstolo João deixa mais do que claro em sua primeira epístola:

“Quem tem o Filho, tem a vida; quem não tem o Filho de Deus, não tem a vida” (1Jo.5:12)

É possível alguém que não tem vida ter uma existência eterna com uma “alma imortal”? Absolutamente que NÃO! Deus é vida; sem Deus não há vida. Na época de Jesus (e antes também) o pensamento sempre foi este: Ou o seu fim é a morte, ou a vida. Nunca teve a ver com uma “imortalidade da alma”, heresia que entrou na Igreja após séculos influenciada pela filosofia grega. A Bíblia nos deixa claro quais são as nossas opções:

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho único, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16)

São dadas duas opções para a humanidade: Perecer OU ter a vida eterna. Deus daria DUAS opções caso todo mundo tivesse uma alma imortal que não perece nunca? NÃO! Qualquer coisa que seja colocada analogicamente a uma vida eterna, então é porque NÃO tem uma vida eterna! Aqueles que não crêem PERECEM, MORREM:

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.6:23)

O salário (i.e, o fim) do pecado não é uma existência eterna, mas a MORTE. O pecado tem por finalidade a morte (eterna), mas o DOM gratuito de Deus é a vida eterna, destinada apenas aqueles que crêem. Definir “morte” com outro significado além de “cessação de vida” é ultrajar o texto bíblico, ainda mais quando está sendo usado analogicamente com a vida eterna, e Paulo apresenta a nós os dois caminhos FINAIS: a morte e a vida. A vida eterna é um DOM, alguém já viu tudo o que é ímpio ter um “dom”?

“Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna (Gl.6:8)

Obs: Os crentes na tese de que os incrédulos vão ficar queimando eternamente no inferno têm uma imensa dificuldade em explicar como os ímpios que ressuscitam poderiam ser lançados no fogo que jamais consome seus corpos que não são incorruptíveis.

“A fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm.5:21)

“Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si (1Jo.3:15)


O TESTEMUNHO DE EZEQUIEL

Essa realidade dos dois destinos: A morte, perecer OU vida eterna, é ainda mais acentuada no que o próprio Deus fala no livro de Ezequiel, no capítulo 18. Voltam a aparecer os dois destinos:

Primeiro, Deus começa “detonando” com a imortalidade da alma, dizendo:

“A alma que pecar, essa morrerá” (Ez.18:4)

Segundo os imortalistas, a alma é um segmento em separado do corpo que Deus colocou no homem e que não morre NUNCA, é IMORTAL. Contudo, como vimos no início deste tópico, a alma é um segmento inseparado do corpo, a pessoa não TEM uma alma, a pessoa É uma alma. É por isso que Deus usa o termo “alma... morrerá”, ele poderia ter apenas dito como em outras traduções: “A pessoa que pecar... morrerá”. Isso porque a alma é a própria pessoa, e não algo que nós “possuímos”! Como se não bastasse esse testemunho totalmente destrutivo para o lado dos imortalistas, Deus continua dizendo sobre os dois caminhos:

“Ele não morrerá por causa das iniqüidades do seu pai, certamente viverá” (Ez.18:17)

Aqui a morte não é para essa vida, pois TODOS morrem para esta vida, tanto justos como ímpios. Deus está falando, evidentemente, do destino final do homem: a morte ou a vida. E Deus continua, dizendo:

“Uma vez que o filho fez o que é justo e direito e teve o cuidado de obedecer a todos os meus decretos, com certeza ele viveráA alma que pecar é que morrerá (Ez.18:19,20)

“Mas, se um ímpio se desviar de todos os pecados que cometeu e obedecer a todos os meus decretos e fizer o que é justo e é direito, com certeza viverá, não morrerá” (Ez.18:21)

Teria eu algum prazer na morte do ímpio? Palavra do Soberano, o Senhor. Ao contrário, acaso não me agrada vê-lo desviar-se dos seus caminhos e viver? Se, porémum justo se desviar de sua justiça, e cometer pecados e as mesmas práticas detestáveis dos ímpios, ele deverá viver? Nenhum de seus atos de justiça será lembrado! Por causa de sua infidelidade de que é culpado e por causa dos pecados que ele cometeu, ele morrerá” (Ez.18:23,24)

“Se um justo desviar-se de sua justiça e cometer pecado, ele morrerá por causa disso, por causa do pecado que ele cometeu ele morrerá. Mas, se um ímpio se desviar de sua maldade e fizer o que é justo e direito, ele salvará a sua vida. Por considerar todas as ofensas que cometeu e se desviar delas, ele com certeza viverá, não morrerá" (Ez.18:16,28)

Considerar nessas passagens a morte apenas como uma “separação”, mas com uma existência eterna, é ferir o texto bíblico que usa morte como analogia de “vida”, que apenas os justos tem. Ainda mais tendo em vista que ele “salvará a sua VIDA”, para alguém salvar a vida só se for MORRER, literalmente! Se o sentido de vida é literal e é usado analogicamente a morte, então esta é literal também. Qualquer coisa que seja usada analogicamente com vida eterna, não é uma vida eterna! Ezequiel desmonta com todas as pretensões dos imortalistas, afinal, “porque deveriam morrer, ó nação de Israel? Pois não me agrada a morte de ninguém! Palavra do Soberano, o Senhor! Arrependam-se e vivam!” (Ez.18:31,32)


DESTRUIÇÃO, ELIMINAÇÃO, MORTE, ANIQUILAMENTO

Não é apenas o termo “morte”, usado analogicamente a vida, que aparece para desmontar a imortalidade. A Bíblia também faz uso de um arsenal contra a imortalidade da alma, usando todos os termos relativos a aniquilamento para falar do destino final dos ímpios. Alguns deles:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho único, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16)

“No dia em que te manifestares farás deles uma fornalha ardente. Na sua ira o Senhor os devorará, um fogo os consumirá” (Sl.21:9)



“Passada a tempestade o ímpio já não existe, mas o justo permanece firme para sempre” (Pv.10:25)

“Aqueles que o Senhor abençoa receberão a terra por herança, mas os que ele amaldiçoa serãoeliminados” (Sl.37:22)


“Pois os maus serão eliminados, mas os que esperam no Senhor receberão a terra por herança” (Sl.37:9)

“Um pouco de tempo, e os ímpios não mais existirão, por mais que você os procure, não serão encontrados” (Sl.37:10)



“Mas todos os rebeldes serão destruídos, futuro para os ímpios nunca haverá (Sl.37:38)

“A desgraça matará os ímpios, os que odeiam os justos serão condenados” (Sl.34:21)

“Mas os ímpios perecerão, os inimigos do Senhor murcharão como a beleza dos campos,desvanecerão como a fumaça” (Sl.37:20)

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.6:23)

“Até quando maquinareis o mal contra um homem? Sereis mortos todos vós, sereis como uma parede encurvada e uma sebe prestes a cair.” (Sl.62:3)

“E trará sobre eles a sua própria iniqüidade; e os destruirá na sua própria malícia; o Senhor nosso Deus os destruirá.” (Sl.94:23)

“Sejam os pecadores da terra eliminados e deixem de existir os ímpios” (Sl.104:35)

“O Senhor guarda a todos os que o amam; mas todos os ímpios serão destruídos.” (Sl.145:20)

“Porque o Senhor defenderá a sua causa em juízo, e aos que os roubam ele lhes tirará a vida.” (Pv.22:23)

“O Homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz, de repente será destruído sem que haja remédio.” (Pv.1:29)

“Dos que justificam ao ímpio por suborno, e aos justos negam a justiça! Por isso, como a língua de fogo consome a palha, e o restolho se desfaz pela chama, assim será a sua raiz como podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó; porquanto rejeitaram a lei do Senhor dos Exércitos, e desprezaram a palavra do Santo de Israel.” (Is.5:23,24)

“Mas julgará com justiça aos pobres, e repreenderá com eqüidade aos mansos da terra; e ferirá a terra com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará ao ímpio” (Is.11:4)

“Porque, como vós bebestes no meu santo monte, assim beberão também de contínuo todos os gentios; beberão, e sorverão, serão como se nunca tivessem existido.” (Ob.1:16)

“Porque eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo.” (Ml.4:1)

“E pisareis os ímpios, porque se farão cinza debaixo das plantas de vossos pés, naquele dia que estou preparando, diz o Senhor dos Exércitos.” (Ml.4:3)

“Comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu a todos. Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos.” (Lc.17:27-29)

“Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.” (Rm.8:13)

“Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobre-virá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.” (1Ts.5:3)

“E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou.” (Ap.20:9)

“Também condenou as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-os as cinzas, tornando-as como exemplo do que acontecerá com os ímpios” (2Pe.2:6)

Com todo o arsenal que a Bíblia usa retratando o destino final dos ímpios, apenas um cego para negar todas as evidências, de que os ímpios serão eliminados (Sl.37:9), destruídos (Sl.145:20), mortos (Is.11:4), aniquilados (Sl.21:9), se farão em cinzas (2Pe.2:6), não terão futuro (Sl.37:38), serão consumidos (Lc.17:27-29), perecerão (Jo.3:16), será lhes tirada a vida (Pv.22:23), e não existirão (Sl.104:35).

A doutrina da imortalidade da alma é totalmente desconhecida do início ao fim da Bíblia, dos autores do Velho e do Novo Testamento. É por isso que não aparece em parte nenhuma da Bíblia.

“Quem tem o Filho, tem a vida; quem não tem o Filho de Deus, não tem a vida” (1Jo.5:12)

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli. 


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