
A Bíblia Sagrada, em sua totalidade, afirma
que cada um pagará de acordo com o que as suas obras fizeram por merecer:
Lucas 12:47,48 – “Aquele servo que conhece a vontade de seu senhor e não
prepara o que ele deseja, receberá
muitos açoites. Mas aquele que não a conhece e pratica coisas merecedoras
de castigo, receberá poucos açoites.
A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito
mais será pedido”
Mateus 16:27 – “Pois o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai,
com os seus anjos; e então retribuirá a
cada um segundo as suas obras”
Romanos 2:6 – “Deus retribuirá a
cada um de acordo com as suas obras”
Lucas 12:58,59 – “Quando algum de vocês estiver indo com seu adversário
para o magistrado, faça tudo para se reconciliar com ele no caminho; para que
ele não o arraste ao juiz, o juiz o entregue ao oficial de justiça, e o oficial de justiça o jogue na prisão.
Eu lhe digo que você não sairá de lá enquanto não pagar o último centavo”
Mateus 18:32-35 – “Então
o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te
toda aquela dívida, porque me suplicaste. Não devias tu, igualmente, ter
compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti? E,
indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia. Assim vos fará, também, meu Pai
celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas”
A retribuição é sempre de acordo com o que
a pessoa fez, obviamente varia de pessoa a pessoa, podendo levar muitos ou
poucos “açoites”, até pagar o “último centavo”, mas Deus não vai chegar para o
ladrão de ovelha e dizer: “Você vai queimar pra sempre no inferno”; em seguida
chegar para Adolf Hitler e dar exatamente a mesma sentença. A passagem no
inferno varia de pessoa a pessoa, dependendo de suas obras. No fim, todos os
ímpios serão eliminados, pois apenas os salvos herdarão a vida eterna que é
pela graça de Deus, e não por obras:
2 Pedro 2:6 – “Também condenou as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-os as cinzas, tornando-as como
exemplo do que acontecerá com os ímpios”
Salmo 21:9 - “No dia em que te manifestares farás deles uma fornalha
ardente. Na sua ira o Senhor os devorará,
um fogo os consumirá”
Malaquias 4:1-3 - “Porque eis que aquele dia vem ardendo como fornalha;
todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o
Senhor dos Exércitos, de sorte que lhes não
deixará nem raiz nem ramo [...] E pisareis os ímpios, porque se farão cinza debaixo das plantas de
vossos pés, naquele dia que estou preparando, diz o Senhor dos Exércitos”
Salmo 73:17-20 - “Até que entrei no santuário de Deus, e então compreendi
o destino dos ímpios. Certamente os põe em terreno escorregadio e os fazes cair
na ruína. Como são destruídos de repente,
completamente tomados de pavor! São como um sonho que se vai quando acordamos, quando te levantares, Senhor, tu os farás desaparecer”
Salmo 37:9,38 - “Pois os maus serão exterminados,
mas os que esperam no Senhor receberão a terra por herança [...] Mas todos os
rebeldes serão destruídos, futuro para
os ímpios nunca haverá”
Há mais de cento e cinquenta passagens que
descrevem do aniquilamento dos ímpios, algumas das quais vimos no início deste
capítulo. A inequívoca conclusão a qual podemos chegar é que a punição é eterna
pelos resultados irreversíveis, e não pelo processo que não tem fim. O tormento
varia em processo, dependendo da pessoa e de suas obras, tendo um ponto final
com a criação dos novos céus e nova terra na nova criação de Deus, onde reina e
habita a justiça, e morte e dor já não existem – eis que tudo se fez novo!
RESULTADO
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PROCESSO
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É eterno
pelas consequências da completa destruição irreversível na qual passarão os
ímpios. É como o “fogo eterno” de Sodoma e Gomorra que não estão queimando
até hoje (cf. Jd.7), dos palácios de Jerusalém que já não existem (cf. Jr.17:27),
das florestas do Neguebe onde não mais há fogo (cf. Ez.20:47,48) e dos
ribeiros de Edom que não mais estão entre as chamas (cf.Is.34:9,10)
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Varia de
acordo com as obras de cada um – muitos ou poucos açoites (cf. Lc.12:47,48),
até pagar o último centavo (cf. Lc.12:58,59), até pagar tudo o que deve (cf. Mt.18:32-35), que não é
eterno, mas de acordo com o que cada um fez por merecer até pagar por todos
os seus pecados (cf. Mt.16:27; Ap.22:12; Rm.2:6)
|
Os dois maiores atributos de Deus são o
amor e a justiça. Por ser perfeitamente justo, sendo a imagem exata da
perfeição, Deus não puniria alguém em tormentos infinitos no inferno pagando
por pecados finitos. Nem o juiz mais implacável seria capaz de “atormentar” um
adolescente de 16 anos de pecado para uma eternidade (blocos infinitos de
bilhões de anos) queimando em meio às chamas de um fogo devorador.
Outro atributo de Deus, tão forte ou até
maior do que a sua justiça, é o seu amor. É por isso que “a misericórdia triunfa sobre o juízo” (cf.
Tg.2:13). Por seu eterno amor até pelo maior dos pecadores, da mesma forma é
inconcebível pensar em um tormento eterno. Deus é a imagem exata do amor. Deus
não possui amor, ele é amor
(cf. 1Jo.4:16)! Se algum filho seu pecasse, e se desviasse dos seus caminhos, o
que você faria? Atormentaria para sempre ou o castigaria apenas de acordo com o
que ele merece? Se você não teria coragem de atormentar eternamente alguém
assim, quanto menos Deus, que é a imagem exata e perfeita do amor.
Se você, como um simples humano, que no
máximo possui alguma quantidade de
amor e compaixão, não seria capaz de lançar a um tormento eterno num lago de
fogo e enxofre um pecador porque sabe que isso é horrível e cruel, como é que
Deus, que é amor, e que sente mais compaixão por qualquer ser da face da
terra do que qualquer um pode ser capaz de sentir, seria capaz de fazer tal
coisa? O amor de Deus e a justiça dEle estão de mãos dadas. Por isso, a justiça
eterna de Deus precisa ser vista como fazendo parte do seu amor eterno.
Esperaríamos, pela sua justiça e pelo seu amor, que cada um pagasse exatamente
aquilo que merece de acordo com suas obras. Não mais do que isso, não menos que
isso.
E é
exatamente isso que a Bíblia nos mostra.
Paz a todos vocês que estão em Cristo.
Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)
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Boa noite, meu amigo!
ResponderExcluirCom base no seu texo...
"A retribuição é sempre de acordo com o que a pessoa fez, obviamente varia de pessoa a pessoa, podendo levar muitos ou poucos “açoites”, até pagar o “último centavo”, mas Deus não vai chegar para o ladrão de ovelha e dizer: “Você vai queimar pra sempre no inferno”; em seguida chegar para Adolf Hitler e dar exatamente a mesma sentença. A passagem no inferno varia de pessoa a pessoa, dependendo de suas obras. No fim, todos os ímpios serão eliminados, pois apenas os salvos herdarão a vida eterna que é pela graça de Deus, e não por obras:"
...Então o inferno existe?
Obrigado!
O inferno da teologia popular não, o que existe é um lugar de castigo (o geena), que existirá depois da ressurreição dos mortos, e não para sempre, mas temporariamente até cada um pagar por todos os seus pecados. Abs!
ExcluirQuando fala do servo ser punido, tá falando dos salvos em Cristo?
ResponderExcluirNão, os salvos não são punidos, são recompensados. Abs.
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