Desmistificando a lenda de uma alma imortal

11 de setembro de 2013

Os que morreram estão vivos em outro mundo?


Contraste entre Cristo e os homens mortaisNo primeiro caso, os que recebem os dízimos são homens mortais; lá, porém, se trata de alguém do qual se declara que vive(cf. Hb.7:8). Aqui contrasta-se “homens mortais” com aquele vive [atualmente] – Cristo. Este versículo simplesmente não faz lógica para os imortalistas. Em primeiro lugar, porque os que recebem o dízimo “no primeiro caso” (pelo contexto, os levitas – cf. Hb.7:5,6) também deveriam estar vivos assim como Cristo, pois seriam imortais através de uma alma eterna que lhes teria sido supostamente implantada.

Em segundo lugar, o contraste que faz o autor de Hebreus é muito claro: Jesus é aquele “que se declara que vive”, ao contrário dos demais homens! Ora, se existisse a imortalidade da alma então aqueles homens também estariam vivos e, portanto, o contraste ali apresentado seria nulo e sem sentido. Novamente vemos a distinção entre Cristo e os outros que já morreram, assim como a antítese entre Cristo e Davi (cf. At.2:34), e entre Cristo e os demais (cf. At.19:25), vemos também aqui o fato de que os homens são mortais, mas Cristo vive!

O texto original do grego traz: “apothnesko anthropos” – homens mortais – e, em seguida, aplica os termos gregos: “ekei de” – lá, porém. Veja que o autor faz questão de ressaltar o caráter de um contraste. A última palavra deixa claro uma condição: “mas; porém; contudo”. Ele ressalta um nítido contraste, uma antítese, entre um grupo (levitas) e o outro (Cristo). Após ressaltar que estava elaborando um contraste entre um e outro grupo, ele declara que a respeito de Cristo: “marturoumenos oti zê" – testemunha que vive.

Em outras palavras, dado o devido contraste, Cristo continua vivo e os outros não; à Cristo se declara que vive, aos outros homens se declara que são mortais; é muito claro a partir deste versículo que Cristo está atualmente vivo, ao contrário dos demais homens. Aqui são homens que estão mortos; lá, porém, trata-se de alguém que está vivo. Embora na teologia imortalista todos os que morreram já estão vivos em algum lugar (até mesmo junto com o próprio Cristo), o autor de Hebreus faz o contraste e distinção entre ambos – lá estão mortos, aqui está vivo!

Isso provém do fato de que Jesus já ressuscitou antes (cf. 1Co.15:22,23) e, por isso, vive. Os outros, contudo, esperam a ressurreição (sem vida), o que explica o nítido contraste feito pelo escritor de Hebreus, entre o Cristo vivo e os demais mortos. Se tanto Cristo quanto os outros homens que morreram estivessem todos vivos, então a antítese perderia completamente o seu sentido. Só entende esta passagem quem realmente crê que não existe vida entre a morte e a ressurreição, sendo a morte o fim da existência. A passagem é uma prova incontestável de que Cristo está vivo e os outros do “primeiro caso” estão, realmente, mortos - sem vida.


Antítese entre os que morrem e o que permanece eternamenteE, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque pela morte foram impedidos de permanecer. Mas este, visto que vive para sempre, Jesus tem um sacerdócio permanente. Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, pois vive para sempre para interceder por eles” (cf. Hb.7:23-25). Aqui vemos que o motivo pelo qual Cristo tem um sacerdócio perpétuo provém do fato de que ele permanece [vivo] para sempre!

Ora, se os homens subsistissem fora do corpo em estado desencarnado por meio de uma alma imortal, segue-se então que eles também permaneceriam para sempre. Novamente, vemos como é confusa a doutrina imortalista, porque de novo faz com que o contraste feito pelo escritor seja fútil, sem sentido, pois ambos permaneceriam para sempre. Se Cristo permanecesse vivo para sempre e os outros também, isso não seria antítese coisa nenhuma. Isso ignora completamente o contexto bíblico e o fato de ele aplicar a partícula grega “de” – mas; contudo; entretanto.

É muito claro que se trata de uma antítese, de um contraste entre o Cristo que está vivo e os demais que estão mortos. Se seguimos a lógica incontestável de que os que já morreram realmente estão sem vida (pois não existe forma de vida consciente entre a morte e a ressurreição), então tudo começa a fazer sentido. A morte os impede de permanecer (v.23); mas Cristo vive para sempre (v.25), porque tem um sacerdócio perpétuo proviniente do fato de que permence vivo eternamente (v.24)!

Novamente, vemos que toda a antítese aqui feita revela-nos que a doutrina da alma imortal não bate com o que é nos dito. Afinal, os dois grupos viveriam para sempre e os dois grupos permaneceriam eternamente vivos. Isso significa contrariar o pensamento do autor, que segue uma lógica incontestável: Cristo está vivo; os demais, mortos.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)

Extraído de meu livro: "A Lenda da Imortalidade da Alma"


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2 comentários:

  1. Esse blog precisa ser mais divulgado, ficou bom demais. Tenho alguns argumentos também sobre o tema inferno.
    aroeirasdecoreau01.blogspot.com.br

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  2. Olá, Lino, obrigado. Vou acrescentar seu blog à lista de sites recomendados de meu outro blog (apologiacrista.com), grande abraço!

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